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Etapa 3 Livro 2

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Da Colônia à Constituição Cidadã: Caminhos da História do Brasil

O Brasil, desde o período colonial, viveu sob um rígido sistema de exploração econômica imposto por Portugal. Entre os séculos XVI e XVIII, o sistema colonial baseava-se na extração de riquezas e no controle político e comercial da metrópole. O chamado Exclusivo Metropolitano obrigava a colônia a comercializar exclusivamente com Portugal, impedindo o livre comércio com outras nações e limitando o desenvolvimento interno.

A chegada da família real ao Brasil em 1808 marcou o início de uma nova fase. Com a abertura dos portos às nações amigas, decretada por Dom João VI, o monopólio comercial português foi rompido, permitindo o ingresso de produtos estrangeiros e intensificando o comércio com a Inglaterra.

Passados dois anos após a Independência, em 1824, já sob o reinado de Dom Pedro I, a Constituição do Império instituiu os quatro poderes — Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador — este último concedendo ao imperador autoridade sobre os demais, simbolizando o caráter centralizador do Estado monárquico, essa dominação, somada às desigualdades sociais e à opressão fiscal provocou revoltas como a Inconfidência Mineira (1789) e a Conjuração Baiana (1798), movimentos que expressaram o descontentamento dos colonos e o desejo por autonomia política e econômica.

No Maranhão, os ecos dessas lutas pela liberdade apareceram também no movimento dos Balaios (1838–1841), formado por camponeses, indígenas e escravizados, que lutaram contra as injustiças sociais. Esses movimentos populares demonstram que a independência e a democracia brasileiras foram construídas não apenas pelas elites, mas também pelo povo, que, ao longo dos séculos, enfrentou desigualdades e buscou reconhecimento em uma sociedade em constante transformação.

Durante o século XX, o país viveu novas transformações. Em 1943, sob o governo de Getúlio Vargas, foi criada a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que garantiu direitos como férias, salário mínimo e jornada de oito horas, representando um marco na conquista de direitos sociais. Pouco depois, o cenário internacional era dominado pela Guerra Fria (1947–1991), conflito político-ideológico entre Estados Unidos e União Soviética, que influenciou o mundo e serviu de justificativa para a repressão política no Brasil durante o regime militar (1964–1985), sustentada pelo medo do comunismo e pela promessa de estabilidade.

No campo internacional, as Duas Grandes Guerras Mundiais (1914–1918 e 1939–1945) tiveram como causas o nacionalismo exacerbado, as disputas imperialistas e o avanço tecnológico militar, modificando radicalmente as relações entre as nações. Já no Brasil, o fim da ditadura e a redemocratização trouxeram um novo marco histórico: a Constituição de 1988, conhecida como Constituição Cidadã, que consolidou direitos civis, políticos e sociais, simbolizando o renascimento democrático do país.

 

Bibliografia

COTRIM, Gilberto; RODRIGUES, Jaime. História Global: Brasil e Geral. São Paulo: Saraiva Educação, 2022.

ARRUDA, José Jobson; PILETTI, Nelson. Toda a História: História Geral e do Brasil. São Paulo: Ática, 2021.

VICENTINO, Cláudio; DORIGO, Gian Paolo. História para o Ensino Médio: Brasil e Geral. São Paulo: Scipione, 2023.

Brasil Escola – Período Colonial Brasileiro

Mundo Educação – Constituição de 1988 e a redemocratização

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