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A Divisão Internacional do Trabalho (DIT) define o papel de cada país na economia global. Na globalização, o Brasil se urbanizou e se industrializou, reduzindo a dependência de importações, porém nas últimas décadas, a indústria perdeu força relativa, enquanto a agropecuária e os serviços ganharam destaque. No comércio internacional, o país reforçou o papel de exportador de produtos primários, criando um cenário de dependência de tecnologia estrangeira e enfraquecer a indústria. Observe o infográfico da divisão internacional do trabalho e o papel do Brasil.
Mesmo com grande produção de riquezas, o Brasil ainda enfrenta forte desigual e marcada por diferentes formas de preconceito nas relações de gênero, raça e identidade.
Mudanças na matriz energética no Brasil (século XXI)
Com a crise energética (“apagão”) → falta de capacidade de geração e transmissão, entre os anos 2001 e 2002 e o crescimento econômico que aumentou a demanda por energia, buscou-se soluções emergências que foi:
- Construção de usinas termelétricas.
- Vantagem: acionamento flexível.
- Problema: poluição, emissão de CO2 e contribuindo para o agravamento do efeito estufa.
- Não é sustentável.
Expansão hidrelétrica
- Potencial já muito explorado no Sul e Sudeste.
- Novos projetos na Amazônia:
- Usinas de Santo Antônio e Jirau (rio Madeira)
- Usina de Belo Monte (rio Xingu)
Impactos das hidrelétricas (especialmente Belo Monte)
- Ambientais:
- Alagamento de áreas da Amazônia
- Perda de biodiversidade
- Alteração dos cursos d’água
- Sociais:
- Deslocamento de comunidades indígenas e ribeirinhas
- Crescimento urbano desordenado (ex.: Altamira)
- Aumento da violência e conflitos fundiários
Diversificação da matriz energética
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Expansão de energias renováveis:

a) Energia eólica
- Maior presença no Nordeste e Sul
- Crescimento: 0,1% (2010) → 2,3% (2022) na matriz energética
- 11,8% da geração elétrica em 2022
b) Energia solar
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- Crescimento com usinas e sistemas residenciais
- 1,2% da matriz energética e 4,4% da elétrica (2022)
6. Tendências futuras
- Aumento das energias limpas
- Fatores impulsionadores:
- Consciência ambiental
- Redução de custos
- Incentivos governamentais (ex.: habitação com painéis solares)
Em decorrência dos Eventos: Pan 2007, Copa 2014, Olimpíadas 2016, ocorreu várias modernização urbana e desenvolvimento das cidades.
🚧 Principais investimentos
- Infraestrutura:
- Mobilidade urbana (BRT, VLT)
- Comunicação e turismo
- Construção de:
- Arenas esportivas
- Hotéis
- Equipamentos públicos
- Inspiração em modelos internacionais
⚠️ Limitações do legado
- Obras incompletas ou atrasadas
- Resultados abaixo do esperado
- Problemas persistentes:
- Congestionamento
- Poluição
- Déficit habitacional
🏚️ Impactos sociais
- Remoção de famílias (desapropriações)
- Deslocamento para áreas periféricas
- Processo de gentrificação:
- Valorização imobiliária
- Aumento do custo de vida
- Substituição da população de baixa renda
🏙️ Transformações urbanas
- Valorização desigual do espaço
- Perda de identidade local
- Enfraquecimento das relações comunitárias
- Espaço urbano como mercadoria
🌱 Avanços recentes
- Maior preocupação com sustentabilidade
- Planejamento urbano (ainda limitado)
- Ideia de “cidade inteligente”:
- Ciclovias
- Espaços públicos revitalizados
- Mobilidade alternativa (bicicletas, patinetes)
🚗 Novas dinâmicas de mobilidade
- Aplicativos de transporte → revisão do modelo urbano
- Crescimento de:
- Transporte compartilhado
- Carros elétricos
- Objetivo: reduzir poluição e melhorar deslocamento